Olá pessoal, tudo bem?

Depois de um hiato de mais de dois meses, resolvi retomar os posts no blog escrevendo um pouco sobre uma experiência que tive recentemente, palestrar no TDC 2016 – Porto Alegre. Decidi compartilhar este assunto, pois apesar de ser uma atividade difícil para mim, foi uma experiência muito gratificante.

A preparação

Sempre fui uma pessoa introvertida em alguns aspectos, principalmente quando o assunto é falar em público. Por este motivo, gosto muito de me preparar bastante antes de qualquer tipo de apresentação, pois me faz ganhar segurança naquilo que vou falar.

O tópico que iria apresentar era Docker (Linux) e .NET Core. Já escrevi alguns posts aqui no blog sobre isso, mas apesar de trabalhar com .NET a 8 anos, nunca trabalhei com Docker, apenas estudei e utilizei em casa. Por este motivo, comecei a fazer minha palestra com uns 15 dias de antecedência, para conseguir organizá-la bem e ganhar maior segurança.

Neste processo, refiz ela diversas vezes e mesmo assim parecia não ficar boa. Três dias antes do dia D, conversando com meu amigo Elemar, ganhei algumas dicas sobre a elaboração de apresentações e resolvi fazer uma última atualização. Tinha a ideia de fazer 25 minutos de slides e mais 25 de exemplos, então na sexta-feira finalizei também os 4 exemplos que seriam apresentados.

Durante

No sábado, quando subi no palco quase “perdi as pernas”, pois estava bastante nervoso. Após os ajustes técnicos, tomei um pouco de água, respirei fundo e comecei a apresentação. Tenho uma mania terrível de acelerar o passo quando estou nervoso, e uma das minhas maiores preocupações era terminar a palestra em 5 minutos, este era mais um ponto que deveria ser controlado.

Conforme ia falando comecei a me sentir melhor, tentei até fazer algumas piadinhas para descontrair durante a palestra, algumas surtiram efeito no público, outras nem tanto, o ponto importante é que me ajudaram a ficar tranquilo.

Quem quiser saber mais sobre minha palestra, o conteúdo está no GitHub.

Ao final da palestra, ainda faltavam dois exemplos para serem apresentados. Isso indicava que eu havia controlado bem o meu tempo de apresentação, pois consegui passar a mensagem que gostaria, o que gerava um sentimento de dever cumprido. Esta foi uma das melhores partes da palestra, não por ter terminado, mas por ter a oportunidade de conhecer novos colegas de profissão, trocar ideias e conversar sobre o assunto.

Sugestão

Se você tem vontade de palestrar ou de fazer qualquer outra coisa que te deixe um pouco desconfortável, vá em frente. Nós temos que nos expor, nos sujeitar a estas situações desconfortáveis, cutucar a onça com a vara curta, pois sem elas não saímos da nossa caixinha, permanecendo em nossas rotinas, sem conseguir aproveitar novas experiências. Utilize alguns artifícios para sentir-se melhor. Para mim uma boa preparação, controle de respiração e algumas piadinhas funcionou, você tem que descobrir o que funciona para você. E o que antecede geralmente é uma mistura de sentimentos como medo e ansiedade, mas o após não tem preço, a sensação é muito gratificante. Além do mais, o que pode acontecer na pior das hipóteses? A experiência pode ser uma porcaria completa, e percebermos que aquilo ali não é para nós. O melhor é que não vamos morrer por isso. 😉

 

Por hoje era isso pessoal!

Um grande abraço a todos!